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Empresas ainda negam ampliação da licença maternidade

Posted on: junho 30, 2009

Por Talita Rodrigues

Licença maternidade

A chegada de um bebê é um dos momentos mais esperados por muitas mulheres. E é nesse período, o dos primeiros meses, que as mamães mais precisam de tempo, tanto para elas quanto para o pequeno ser que acabou de chegar. No caso de mães trabalhadoras, esse tempo único e singular deverá ser estendido por mais dois meses, opcionalmente.

A recente lei de licença maternidade nº 11.770, sancionada em setembro de 2008, prevê a ampliação de 120 dias para 180 dias de licença. Porém, os dois meses adicionais são de opção primeiro da empresa, segundo da funcionária. O problema é que, como não é obrigatório, muitas empresas optam por não conceder o tempo adicional às mães, muitas vezes por desconhecerem a importância deste repouso.

O psicólogo Odair Pavesi, de Joinville, lembra que, com o ingresso da mulher no mercado de trabalho, muitas das suas particularidades foram esquecidas como, por exemplo, as alterações físicas e emocionais em períodos menstruais ou de gestação. O período pós-gestação, segundo o psicólogo, é extremamente importante. “A gravidez altera o psiquismo da mulher, mas qual é a empresa que considera isso? Infelizmente, são raras.”

A professora Sueli Bartnikowsky conseguiu se licenciar por mais alguns meses, após os de obrigatoriedade, porque utilizou a licença prêmio – um tipo de benefício para funcionários públicos. Segundo ela, o tempo adicional foi de extrema importância, pois serviu para ela organizar sua “nova vida” com o bebê e, assim, voltar ao trabalho mais tranqüila, disposta e preparada.

                                              

O psicólogo Odair Pavesi é especialista no atendimento à gestantes.

Ele fala mais sobre o aumento da licença maternidade com a repórter Daniella Medeiros. Confira no àudio a seguir:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

O Blog Menu Mulher entrevista  colaboradores de uma empresa catarinense sobre a ampliação da licença maternidade. Confira a matéria:

Imagens: Talita Rodrigues

12 Respostas to "Empresas ainda negam ampliação da licença maternidade"

Penso que a dificuldade não se insere exatamente no desconhecimento da necessidade do repouso. As relações trabalhistas, via de regra, são marcadas pela exploração selvagem da mao-de-obra. Conceder dois meses a mais não é vantajoso para o empregador, que prefere contratar homens para não passar por essa dificuldade.

A mentalidade precisa ser alterada. Falta humanismo.

e na lei tem empresa que ja da um jeto de nao fazer…imagina sendo opçao

tem que ter muita sorte

como diz meu professor as mulheres tem uma visao diferente o que ajuda na empresa..entao nao se pode ficar sem elas…mas logico que todos temos que ter um descanço

bom txt e blog

visita la depois
http://blogmegabytes.com/

É uma pena mesmo que as empresas classificam essa lei como facultativa!!!
Poxa, temos que ter o direito de passar um tempo a mais com nossos babys!

Parabéns pelo blog!!!

Bjus

Quantas não são as mulheres que, em véspera de ganhar seus filhos, já ficam preocupadas com a manutenção do emprego? Trabalham até os últimos dias permitidos pré-parto com o receio de uma demissão…no anceio de agradar o patrão! ¬¬

Ainda mais em tempos de crise…minha nossa! O medo de uma demissão, em tempos difícies como estamos passando, só piora a gestação dessas mulheres… gera um stress desnecessário!
Sorte das que são funcionárias públicas e podem gozar de alguns benefícios extras viu…

Acho muito boa a iniciativa do blog que presta um senhor favor a sociedade civil, a mulher e, possivelmente ao empregador. Acho que precisamos encorajar mais o emprego e certas regalias dadas ao setor de serviços gerais tem tirado a paz dos patrões. É bom trer uma certa dossagem de senso crítico para abordar essas questões. Temos de olhar todos os lados, inclusive daquele que emprega e auxilia a manter famílias, o que governos e poder público nem sempre fazem de maneira correta.

Essa lei é de extrema importância para mãe e para o filho, pena que as empresas só pensam nos lucros e esquecem desse importante laço familiar.

Bom, é um dos desafios que as mulheres terão de enfrentar; quiseram e – justamente- conseguiram trabalhar. Agora é outra luta para vcs…

abç
Pobre Esponja

Muito triste isso…Mas adorei a abordagem do texto e a maneira como a noticia foi contada, é complicado ainda ocorrer esse fato e a as empresas classificarem a lei como se fosse uma futilidade qualquer…SO SORTE NESSA VIDA!

Também discordo que seja por desconhecer a importância, mas divulgando-a como você está fazendo já de grande ajuda, pois quando a sociedade preciona as empresas prejudicando sua imagem, elas fingem se importar. Parabéns pelo blog. (:

caramba que malz ;/
ja vi muitas vezes, historias de mulheres que nao querem engravidar, apesar de ja ter uma vida razoavel e com um parceiro, por ter medo de perder o emprego :~

mas espero que isso seja mudado.

Na realidade eles não podem fazer isso.
Existem mulheres que demoram para ter filhos por conta disso, realmente perde-se espaço quando a mulher passa um certo tempo em casa, mas vai depender dela recuperar isso.

Uma das coisas mais inúteis é isso !
Daqui a pouco vão abidicar da licença maternidade…
Quando menos esperarmos, as mães vão ter que ter os filhos dentro das empresas…
Em cima das maquinas de costura, dentro do escritório, em cima do teclado do pc !

Depois se puder, da uma passada em meu blog !

http://www.dinheiro100trabalho.blogspot.com

VALEUU !

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