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Lixo Consciente. Coisa de mulher moderna!

Posted on: outubro 12, 2010

A saga do planeta

 

Lixo consciente.

 

A sociedade consumista ainda não tem o olhar voltado à nova era: a da sustentabilidade. O aceleramento da vida útil dos aterros sanitários nas grandes cidades é uma demonstração clara deste fato. O acúmulo de material reciclável nestes locais impressiona pela quantidade. É prova de que, nem mesmo a facilidade de realizar a separação dos materiais em casa, torna a reciclagem um hábito comum nas pessoas.

Segundo o Greenpeace, a era da informação é contraditória e está sedenta de conscientização, logo é mal informada. Um turbilhão de acontecimentos deixou a atenção da gente longe de um fato previsto há muito por ambientalistas: o lixo.

A reciclagem do lixo é uma das práticas ambientais mais fáceis. A maior dificuldade tem sido a falta de conscientização coletiva. Os recicláveis podem ser matéria prima e os gases gerados, quando acumulados em aterros, podem ser utilizados como combustível bioenergético. Apesar da urgência de uma solução, muitas pessoas ainda estão de braços cruzados.

Gert Fischer é engenheiro agrônomo e fala que o consumismo no mundo vai levar a humanidade a “se extinguir mais cedo”. Gert se diz assustado com o baixo nível de conscientização ambiental das pessoas. O ambientalista conta que costuma receber olhares e risadas quando utiliza a sacola ecológica nos supermercados de Joinville. “A gente é até ridicularizado às vezes”.

Gert Fischer diz ainda, que nós já estamos consumindo recursos naturais das gerações futuras e a conscientização ambiental desde cedo, é a saída para educadores, pais e governantes que se preocupam em fazer a sua parte. Acontece que os textos são vários, mas as práticas são mínimas.

Fischer pede uma importância maior aos excluídos, que é como ele trata os catadores não catalogados nas cooperativas de recicladores. O desespero e o desânimo desse setor leva indivíduos à busca despreparada de material. E todo esse exagero de material reciclável, encontrados por eles estão de certa forma, mal inspecionados desperdiçado é a prova crucial de uma sociedade despreparada e inconsciente.

A diferença entre lixões e aterros sanitários, é atender os trâmites legais quanto à preservação do solo utilizado reaproveitando o chorume, o líquido fétido do lixo orgânico das cidades. Ele, drenado, pode ser colocado de volta nas câmeras do aterro, para aumentar o grau de biodegradação da matéria orgânica e produzir gás. É o chamado aterro energético que reduz os riscos de contaminação do lençol freático e propicia a reciclagem do gás gerado no lixo.

O processo de reciclagem do gás metano que o lixo produz não é uma atividade obrigatória por lei. Juliano Pereira é Engenheiro Ambiental e diz que os resíduos gerados nos aterros que produzem o gás metano (CH4) têm um potencial energético muito alto, e por isso, ele pode ser aproveitado como bio-energia para queima em processos industriais. Segundo ele, já existem projetos e testes para que este gás seja aproveitado em Joinville.

Para o engenheiro, a saída seria mexer no bolso da população. Quem não separar, terá de pagar por isso. “Com empresas e indústrias é assim, por isso que elas fazem” – argumenta Juliano. Além dessa, a melhor alternativa seria divulgar mais a coleta seletiva. Distribuir nas casas algum material esclarecendo a importância da reciclagem e com os horários e dias da coleta seletiva em cada bairro/região. Para o engenheiro, o trabalho de comunicação entre a empresa que coleta e a população é muito importante já que muitas pessoas têm a intenção de separar, mas são desinformadas.

Não é preciso ir para as periferias das cidades para se ter acesso ao consumismo burro, como é chamada por ambientalistas a atitude de não reciclar lixo. Nos bairros nobres ela também é comum. Paulo Clecius Shelemp é porteiro de um edifício residencial localizado no centro de Joinville e conta que nenhum dos moradores têm o hábito de reciclar.

Muitas pessoas usam a desculpa de que não conhecem os horários em que o caminhão da coleta seletiva passa em sua rua. Alguns até afirmam que o caminhão nem chega a passar pelo seu endereço. Mas não é o que o engenheiro ambiental Bruno Muehlbauer, responsável pelo aterro sanitário de Joinville diz. Segundo Bruno, a coleta acontece em todas as ruas de todos os bairros da cidade. “A falta de consciência sim, é que está se ausentando”

Recentemente o compromisso empresarial para a reciclagem (Cempre) divulgou dados que indicam que apenas sete municípios brasileiros conseguem atender toda a população com a coleta seletiva. Ao contrário do que diz o engenheiro Bruno Muehlbauer, Joinville não está nesta lista, ou seja, não presta serviço de coleta seletiva para todas as localidades do município.

Pilhas e baterias, calculadoras, celulares e monitores. Óleo de cozinha e materiais recicláveis. Você, sua casa, sua empresa, seu lar.  Personagens de um filme em que não é só o mocinho que morre no final e sim, todos os envolvidos na trama.

Daniella Medeiros

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