Menu Mulher: Seu dicionário feminino na web.

Contaminação Alimentar – Um dos vilões da estação verão

Posted on: dezembro 8, 2010

 

O hábito de comer fora de casa pede cuidado redobrado.

 

Fonte: google imagens 

          Comer fora de casa é uma das novas manias do homem contemporâneo. A chegada da mulher no mercado de trabalho e conseqüentemente sua saída da cozinha dos lares. A consolidação dos fast food e buffet na preferência de quem não pode realizar as refeições em casa. A constante pressa do homem moderno somada à sua falta de tempo. Este são alguns dos motivos que auxiliaram no crescimento do segmento gastronômico nas ultimas décadas. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o Brasil possui mais de um milhão de estabelecimentos espalhados por todo o país.  Isso é bom para o bolso do consumidor, por conta da concorrência. Mas o barato pode custar muito caro para saúde de quem opta por comer em alguns estabelecimentos sem tomar certos cuidados. Mariana Reiser Guedes, é chefe de cozinha e professora do curso de nutrição da Univali de Itajaí.  Ela sentiu na pele o quanto vale uma refeição feita em condições desapropriadas. Teve um óbito na família por contaminação de salmonela.  A bactéria estava presente na maionese servida num churrasco de igreja que contava com a presença de 400 convidados. Todos foram hospitalizados e dona Nancy, a avó de Mariana, chegou a óbito devido a infecção causada pelo alimento contaminado. O fato ocorreu há 20 anos, numa época em que os cuidados com o preparo de alimentos não tinha tanta atenção da sociedade. Com o passar dos anos, não apenas o crescimento do setor, como também o número de casos de contaminação, trouxeram o assunto ao conhecimento das pessoas com mais afinco. Hoje a conscientização é um dos  nossos lemas, diz Mariana se referindo aos profissionais das áreas de gastronomia e nutrição. Profissionais não treinados podem ser os grandes vilões das contaminações causadas por alimentos infectados.  Bactérias como estafilococos,  que assim como a salmonela também podem matar, e outros tipos de fungos e vírus são transmitidos pelo simples fato de conversar sobre os alimentos durante seu preparo. Ou até mesmo com atitudes bem comuns, como  tossir ou espirrar no ambiente da cozinha. A temperatura dos alimentos é um outro fator de suma importância a se averiguar quando se come fora de casa. A refrigeração das carnes e saladas são pontos cruciais a serem analisados quando o assunto for a escolha de um lugar ideal para se fazer uma refeição.  A temperatura ideal, pode ser observada pelo consumidor quando se trata de buffets. Observe se as saladas estão bem refrigeradas. Os alimentos devem estar nos extremos, ou bem quentes ou bem frios, não dando a oportunidade das bactérias se proliferarem na temperatura morna. Normas da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), exigem das empresas o  treinamento, surpevisão e capacitação dos manipuladores de alimentos.  Rodrigo Romanos é fiscal sanitário em Joinville e diz que o consumidor tem algumas maneiras para certificar se o local segue as normas exigidas. É preciso que o local tenha exposto em locais que estejam ao alcance da visão do cliente, o alvará sanitário.  Este documento garante que a vistoria ocorreu no local e que ele atende as exigências da Anvisa. Não deixe de observar a higiene do chão e pisos, paredes e azulejos, uniformes e aparência higiênica dos funcionários. São cuidados essenciais para garantir que o lugar está apto a lidar com alimentos. O consumidor pode ainda, fazer denúncias de locais onde se denota falta de condições para armazenar e servir alimentos.  Se preferir, visite a cozinha dos estabelecimentos. É permitido por lei e tranqüiliza o consumidor em meio a tantas denuncias de lugares considerados bons aos olhos comuns, mais muito perigosos quando visitados pela fiscalização. A dona de um tradicional restaurante de Joinville notifica que o verão é a estação mais propícia para as contaminações alimentares.  Nair Terezinha Portella tem muita preocupação com o assunto em seu estabelecimento, pois afirma que um local quando fechado uma vez pela vigilância sanitária, jamais terá a confiança da clientela outra vez. Diz ainda que trata-se de vidas e que faz questão de atender as normas da vigilância por dois motivos. Um é a integridade humana e ou outro, a concorrência.

Daniella Medeiros

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: