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Por Daiane Basso e Vanessa Tasca

O número acima de dez milhões contabiliza os brasileiros descasados hoje. O IBGE registrou em 2007 o maior índice de separações no Brasil, sendo que um em cada quatro casamentos é desfeito. Segundo matéria publicada no site Jus Brasil Notícias, “a conduta desonrosa ou grave violação do casamento foi o motivo mais frequente nas separações judiciais”. E quais seriam os motivos dessa falta de honra com o compromisso matrimonial?

“Você não vale nada, mas eu gosto de você”. Em outros tempos, esse refrão ao certo estaria se referindo a um homem. Mas a música é trilha sonora da personagem Norminha da novela das oito da Rede Globo, Caminho das Índias. A personagem de Dira Paes retrata uma fogosa esposa que após colocar o marido para dormir, sai de casa para seduzir outros homens.

A famosa cafajestagem é um dos traços da sociedade que vêm se acentuando. Segundo a psicóloga Susie Grazziotin Noschag, “cafajestes são pessoas com o ego muito grande, que pensam na sua satisfação e não têm nenhum tipo de consideração ou respeito com o parceiro”, traduz a psicóloga.  “Esses seres vaidosos na verdade têm medo de um relacionamento sério. Outro motivo pode ser o modo como foram criados ou o próprio caráter”, complementa.

A verdade é que junto com a sociedade contemporânea, novos estereótipos surgiram e também uma inversão de papéis. Porém, aquela vaidade, o charme e os encantamentos, aliados a um bom papo, resumem a verdadeira idealização de um romance perfeito. E, em se tratando de cafajestagem, essas palavras sedutoras acabam por ganhar outros rumos. Hoje, a nossa sociedade traz uma enorme futilidade, ela está sem consistência, tudo é muito fácil. É conveniente ser cafajeste. Não há limites.

O Blog Menu Mulher foi às ruas e perguntou:

Só os homens são cafajestes ou as mulheres também são?

Confira a matéria:

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Por Daiane Basso

Cartaz

“Mulher apaixonada e segura usa camisinha. Camisinha, quando um usa, dois se protegem”. Essa é apenas uma das campanhas de prevenção contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis promovidas pelo Ministério da Saúde.

Segundo pesquisa do próprio Ministério, realizada com pessoas de 15 a 64 anos de idade em 2008, 16% dos brasileiros traem e são os homens os que mais o fazem: 21% contra o índice de 11% para as mulheres.

A pesquisa também analisou o uso do preservativo nas parcerias casuais fora da relação estável. O uso nessa situação é baixo, 63% não adotaram preservativo em todas as vezes que fizeram sexo com parceiro eventual. Entre os homens, o índice é de 57% e entre as mulheres 75%.

Para entender um pouco mais dessas questões, o Menu Mulher foi até o CISS, Centro Integrado Solidariedade e Saúde de Balneário Camboriú, que presta assistência juntamente com o Hospital Dia e o Serviço de Atendimento Especializado, o SAE.

O psicólogo Evandro Fernandes Alves, 36 anos, afirma que hoje o número de pacientes infectados pelo vírus da Aids está praticamente igual entre homens e mulheres. Os maiores índices estão entre os heterossexuais, seguido de bissexuais e homossexuais e, em terceiro lugar, estão os usuários de drogas injetáveis.

O município apresenta um quadro de pontos críticos, sendo eles:

# alta sazonalidade da população, justamente por ser uma cidade turística;

# o número de profissionais do sexo aumenta durante a temporada;

# a feminização da epidemia;

# grande número de usuários de drogas;

# gestantes que realizaram teste rápido somente na maternidade;

# baixo número de população vulnerável realizando testagem.

Vale ressaltar que as doenças sexualmente transmissíveis e o vírus da Aids não têm perfil definido, nem hora ou local para o contágio. A prevenção é a única forma de evitar essas contaminações e você é a única pessoa capaz de evitar isto, sempre fazendo o uso do preservativo. Confie exclusivamente em você, a sua saúde não tem preço.

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“O QUE PROMOVE O USO DO PRESERVATIVO

Preservativo– O Departamento de DST e Aids – responsável pelo estudo – criou um modelo estatístico para analisar as informações da pesquisa e identificou quais são os principais fatores que impactam a adoção do preservativo. Gênero, acesso gratuito à camisinha e quantidade de parcerias casuais são as características mais importantes:

# Homens têm 40% mais chance de usar camisinha que as mulheres;

# Quanto mais jovem, maior a probabilidade de uso de preservativo (a cada ano, diminui 1% a chance de o indivíduo usar preservativo);

# Quem teve mais de cinco parceiros casuais nos últimos 12 meses tem quase duas vezes mais chance de usar que os que não tiveram;

# Quem já pegou preservativo de graça tem duas vezes mais chance de usar que aqueles que nunca pegaram.

A divisão por sexo mostra que alguns fatores têm impacto diferenciado sobre homens e mulheres. Entre eles, os “solteiros” têm quase quatro vezes mais chance de usar a camisinha que os com relações estáveis; os que já pegaram preservativo de graça têm 80% mais chance de usar que os que nunca pegaram. Entre as mulheres, as “solteiras” têm mais que o dobro de chance de usar que as “casadas”. As que já pegaram preservativo de graça têm mais que o dobro de chance de fazer sexo seguro que as que nunca pegaram”.

*Fonte: Ministério da Saúde

* Confira na íntegra pesquisa realizada