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Por Fernando Gomes

Ardência ao urinar e sensação de bexiga cheia o tempo todo podem ser indícios de infecção ou inflamação. A cistite, se não identificada e tratada de maneira correta, pode até levar à morte, mas felizmente é o tipo de doença que pode ser evitada a partir de simples cuidados.

O canal que expele a urina para o exterior, a uretra, percorre um caminho menor no sistema urinário feminino, por isso a instalação e proliferação de germes é muito mais facilitada. “Costumo orientar minhas pacientes a sempre urinar no intervalo de relações sexuais, pois além de aliviar a pressão na bexiga, isso evita que germes possam se instalar na uretra. Nas mulheres, a higiene errada após uma ida ao banheiro, por exemplo, também pode resultar em uma dolorosa infecção por Escherichia coli, bactéria típica do intestino humano”, afirma a médica Ceres Felski da Silva, nefrologista da Fundação Pró-Rim em Balneário Camboriú.

Segurar a urina por muito tempo é a forma mais comum de dar início a uma infecção. Os desconfortos de uma cistite envolvem dores lombares, irritação, dificuldade de urinar e aumento considerável de idas ao banheiro. “Era mais ou menos como uma cólica menstrual, porém muito mais forte. Sentia dores insuportáveis ao urinar e só fiquei sabendo que era cistite porque tive os mesmos sintomas que minha mãe”, afirma Mônia Krindges, 23, estudante universitária.

Para identificar uma cistite são necessários dois exames básicos, o de urina e o de sangue. A partir daí encontra-se o remédio mais adequado às necessidades do paciente. “Os óbitos são raros, mas a demora no diagnóstico pode permitir que a bactéria atinja o rim, ocasionando a perda do órgão e da vida do paciente”, afirma a nefrologista. O tratamento é feito à base de antibióticos e é fundamental procurar um profissional qualificado para receitá-lo.

Sistema Urinário

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000./ Retirado de: Aula de Anatomia

 

 

Daniella Medeiros entrevista universitária que já sofreu de Cistite. Confira o áudio:

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Por Daiane Basso

Cartaz

“Mulher apaixonada e segura usa camisinha. Camisinha, quando um usa, dois se protegem”. Essa é apenas uma das campanhas de prevenção contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis promovidas pelo Ministério da Saúde.

Segundo pesquisa do próprio Ministério, realizada com pessoas de 15 a 64 anos de idade em 2008, 16% dos brasileiros traem e são os homens os que mais o fazem: 21% contra o índice de 11% para as mulheres.

A pesquisa também analisou o uso do preservativo nas parcerias casuais fora da relação estável. O uso nessa situação é baixo, 63% não adotaram preservativo em todas as vezes que fizeram sexo com parceiro eventual. Entre os homens, o índice é de 57% e entre as mulheres 75%.

Para entender um pouco mais dessas questões, o Menu Mulher foi até o CISS, Centro Integrado Solidariedade e Saúde de Balneário Camboriú, que presta assistência juntamente com o Hospital Dia e o Serviço de Atendimento Especializado, o SAE.

O psicólogo Evandro Fernandes Alves, 36 anos, afirma que hoje o número de pacientes infectados pelo vírus da Aids está praticamente igual entre homens e mulheres. Os maiores índices estão entre os heterossexuais, seguido de bissexuais e homossexuais e, em terceiro lugar, estão os usuários de drogas injetáveis.

O município apresenta um quadro de pontos críticos, sendo eles:

# alta sazonalidade da população, justamente por ser uma cidade turística;

# o número de profissionais do sexo aumenta durante a temporada;

# a feminização da epidemia;

# grande número de usuários de drogas;

# gestantes que realizaram teste rápido somente na maternidade;

# baixo número de população vulnerável realizando testagem.

Vale ressaltar que as doenças sexualmente transmissíveis e o vírus da Aids não têm perfil definido, nem hora ou local para o contágio. A prevenção é a única forma de evitar essas contaminações e você é a única pessoa capaz de evitar isto, sempre fazendo o uso do preservativo. Confie exclusivamente em você, a sua saúde não tem preço.

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“O QUE PROMOVE O USO DO PRESERVATIVO

Preservativo– O Departamento de DST e Aids – responsável pelo estudo – criou um modelo estatístico para analisar as informações da pesquisa e identificou quais são os principais fatores que impactam a adoção do preservativo. Gênero, acesso gratuito à camisinha e quantidade de parcerias casuais são as características mais importantes:

# Homens têm 40% mais chance de usar camisinha que as mulheres;

# Quanto mais jovem, maior a probabilidade de uso de preservativo (a cada ano, diminui 1% a chance de o indivíduo usar preservativo);

# Quem teve mais de cinco parceiros casuais nos últimos 12 meses tem quase duas vezes mais chance de usar que os que não tiveram;

# Quem já pegou preservativo de graça tem duas vezes mais chance de usar que aqueles que nunca pegaram.

A divisão por sexo mostra que alguns fatores têm impacto diferenciado sobre homens e mulheres. Entre eles, os “solteiros” têm quase quatro vezes mais chance de usar a camisinha que os com relações estáveis; os que já pegaram preservativo de graça têm 80% mais chance de usar que os que nunca pegaram. Entre as mulheres, as “solteiras” têm mais que o dobro de chance de usar que as “casadas”. As que já pegaram preservativo de graça têm mais que o dobro de chance de fazer sexo seguro que as que nunca pegaram”.

*Fonte: Ministério da Saúde

* Confira na íntegra pesquisa realizada