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Archive for junho 2009

Por Talita Rodrigues

Licença maternidade

A chegada de um bebê é um dos momentos mais esperados por muitas mulheres. E é nesse período, o dos primeiros meses, que as mamães mais precisam de tempo, tanto para elas quanto para o pequeno ser que acabou de chegar. No caso de mães trabalhadoras, esse tempo único e singular deverá ser estendido por mais dois meses, opcionalmente.

A recente lei de licença maternidade nº 11.770, sancionada em setembro de 2008, prevê a ampliação de 120 dias para 180 dias de licença. Porém, os dois meses adicionais são de opção primeiro da empresa, segundo da funcionária. O problema é que, como não é obrigatório, muitas empresas optam por não conceder o tempo adicional às mães, muitas vezes por desconhecerem a importância deste repouso.

O psicólogo Odair Pavesi, de Joinville, lembra que, com o ingresso da mulher no mercado de trabalho, muitas das suas particularidades foram esquecidas como, por exemplo, as alterações físicas e emocionais em períodos menstruais ou de gestação. O período pós-gestação, segundo o psicólogo, é extremamente importante. “A gravidez altera o psiquismo da mulher, mas qual é a empresa que considera isso? Infelizmente, são raras.”

A professora Sueli Bartnikowsky conseguiu se licenciar por mais alguns meses, após os de obrigatoriedade, porque utilizou a licença prêmio – um tipo de benefício para funcionários públicos. Segundo ela, o tempo adicional foi de extrema importância, pois serviu para ela organizar sua “nova vida” com o bebê e, assim, voltar ao trabalho mais tranqüila, disposta e preparada.

                                              

O psicólogo Odair Pavesi é especialista no atendimento à gestantes.

Ele fala mais sobre o aumento da licença maternidade com a repórter Daniella Medeiros. Confira no àudio a seguir:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

O Blog Menu Mulher entrevista  colaboradores de uma empresa catarinense sobre a ampliação da licença maternidade. Confira a matéria:

Imagens: Talita Rodrigues

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Por Vanessa Tasca

O desejo de ter um filho muitas vezes é barrado por problemas de fertilidade. É considerado casal infértil aquele que, após um ano de tentativas sem nenhum anticoncepcional não obtenha sucesso. Diante desse quadro, muitos casais procuram um médico de reprodução humana para descobrir qual a causa e os possíveis tratamentos.

Uma das grandes conquistas da medicina nessa área foi a fertilização in vitro (FIV) também conhecida como bebê de proveta. Na FIV se induz a ovulação feminina com hormônios e os óvulos são retirados. Esses óvulos são fertilizados com os espermatozóides do marido ou de um doador. Acompanha-se por microscópio a fecundação e então o embrião é transferido para o útero.

De acordo com o especialista em reprodução assistida, Valdir Martins Lampa, “a fertilização artificial é um segmento da reprodução assistida”, pois existem outras técnicas. A mais sofisticada, de acordo com o especialista, é a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide (ICSI), “colhemos os óvulos e com um instrumento, chamado micro manipulador, introduzimos os espermatozóides dentro do óvulo da mulher”.

O índice de fertilidade vai aumentando em relação à fertilização em vitro, pois “com o Super ICSI- equipamento onde pode-se ver espermatozóides num aumento de três a quatro mil vezes- fica fácil escolher os melhores óvulos, melhores espermatozóides, e consequentemente vai melhorando cada vez mais o resultado da reprodução assistida”.

Durante o processo é aconselhado um acompanhamento psicológico também, porque as chances de frustrações entre o casal é grande. Normalmente é necessária mais de uma tentativa. O preço do tratamento varia de acordo com a técnica utilizada e a idade da paciente. Algumas universidades brasileiras oferecem tratamento gratuito a casais sem filhos.

FIV

Mais esclarecimentos com o médico Valdir Martins Lampa:

Imagens: Talita Rodrigues

Por Fernando Gomes

cartazA violência contra a mulher não escolhe época do ano ou hora do dia. Engana-se quem pensa que esse tipo de violação está relacionada apenas às classes mais pobres. De acordo com Deborah Liane Pinto, escrevente policial da Delegacia da Mulher de Balneário Camboriú, médicos, dentistas, advogados, empresários e até delegados têm inquéritos contra eles em processo de análise.

Ameaça, agressão e ciúme integram os principais tipos de abuso. A não aceitação em casos de separação também tem sido observada com maior frequência. “Um dos casos mais extremos aconteceu no final de 2008. Um ex-marido deu sonífero aos filhos para que eles não presenciassem a agressão contra a mãe. Eles já estavam separados há oito anos e ele deu vinte e sete facadas nela, que não morreu. A sorte foi que a filha de oito anos não havia tomado o remédio e mobilizou os vizinhos”, conta a escrevente.

A denúncia e a formulação do inquérito só podem se realizar com o consentimento da vítima, fator esse que impede muitas vezes a aplicação da Lei Maria da Penha. “Os casos mais recentes são de mulheres de classe média. Elas são agredidas física ou moralmente por seus companheiros e procuram a delegacia para conversar, mas por motivos de vergonha, proteção da família, submissão ou apego aos bens acabam não citando nomes, não abrem o pedido de inquérito e assim não podemos fazer nada”, afirma Américo Aurino Ferreira, comissário da mesma Delegacia.

            Tanto a escrevente, quanto o comissário, concordam que a mídia não tem sucesso na redução do número de casos, mas os programas e campanhas divulgados têm sido importantes como instrumentos de orientação à mulher. Recolher-se ao medo do confronto e da mudança de vida é submeter-se ao velho clichê do “ruim com ele, pior sem ele”.

Dados da Delegacia da Mulher de Balneário Camboriú / Maio de 2009

Dados da Delegacia da Mulher de Balneário Camboriú / Maio de 2009

Visite também:

 > Campanha “Onde tem violência, todo mundo perde”, do Instituto Patrícia Galvão

 > Instituto Patrícia Galvão

Por Daniella Medeiros

Delegacia da Mulher de JoinvilleA Lei Maria da Penha está em vigor no Brasil desde 2006, mas muitas são as mulheres que ainda desconhecem este tipo de defesa contra a violência doméstica. Sancionada em menos de três anos, a Lei 11.340/06 parece ainda não fazer parte da rotina dos funcionários das delegacias especializadas no atendimento à mulher. O delegado José Alves da Silva, da Delegacia da Mulher de Joinville/SC, diz que é preciso haver um filtro durante os preenchimentos de boletins de ocorrência. Assim, encaminham-se os casos às suas respectivas áreas responsáveis, uma vez que não apenas mulheres agredidas prestam depoimentos e buscam serviços na Delegacia da Mulher. É neste momento que a Lei Maria da Penha torna-se invisível tanto para a vítima quanto para as autoridades.

Segundo o delegado, ao registrar a queixa, a vítima declara se sofre ou não ameaças do agressor. Em casos de lesões corporais, a mulher é encaminhada para o exame de corpo de delito. Mas na ausência destas implicações(ameaças e lesões), se encaminha o processo visando a aplicação de uma outra lei. Aquela em que este tipo de delito tem menor potencial ofensivo. No caso, a  Lei de nº9099/95, cuja a pena pode ser cumprida pelo agressor como  penalidade pecuniária, sendo uma alternativa à prisão. Consiste apenas no pagamento de multa e/ou serviços sociais).

O que muitos desconhecem, é que na Lei Maria da Penha, existe o artigo 41 . Este artigo impede e proíbe que o agressor da mulher cumpra penas leves e alternativas à prisão. A lei criada especialmente para a violência doméstica visa toda e qualquer ação ou omissão que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. Ocasiona até a prisão imediata do agressor. Então,  saiba que não são apenas lesões ou ameaças que lhe garantem a aplicação desta lei.

A auxiliar de serviços gerais, Priscila Elias, 26, por exemplo, teve sua agressão acolhida  como delito de menor potencial ofensivo. Ao prestar queixa contra sua companheira na Delegacia da Mulher em Joinville/SC , diz não ter sido notificada quanto a existência desta lei para mulheres e muito menos quanto ao fato dela também ser válida para união estável entre casais do mesmo sexo(união homofóbica), ou até mesmo, que a lei se aplique inclusive para homens agredidos.

Saiba mais:

A Lei Nº 11.340 foi batizada de Lei Maria da Penha em homenagem a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que em 1983, na época com 38 anos, levou um tiro de seu marido, o economista e professor universitário colombiano radicalizado brasileiro Marco Antonio Heredia Viveros.  Maria da Penha ficou paraplégica e mesmo assim, só viu seu agressor atrás das grades quase dez anos após o caso. Incessante foi a luta desta mulher que anos a fio reuniu provas que advogados, servidores do judiciário e até juízes insistiam em engavetar. Em 1994, no decorrer de sua luta por uma resposta da Justiça do Brasil, Maria da Penha publicou um livro que mudou a forma jurídica de analisar casos de violência doméstica. A história ganhou notoriedade internacional quando, em 1997, a Comissão Internacional de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) teve acesso aos seus relatos. A Instituição acolheu as denúncias da vítima e exigiu do Poder Judiciário brasileiro um desfecho imediato além de medidas de prevenção e de combate a esse tipo de agressão.

> Ouça a entrevista com Priscila EliasVídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

> Conheça a cartilha sobre a Lei Maria da Penha

Por Daiane Basso

Cartaz

“Mulher apaixonada e segura usa camisinha. Camisinha, quando um usa, dois se protegem”. Essa é apenas uma das campanhas de prevenção contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis promovidas pelo Ministério da Saúde.

Segundo pesquisa do próprio Ministério, realizada com pessoas de 15 a 64 anos de idade em 2008, 16% dos brasileiros traem e são os homens os que mais o fazem: 21% contra o índice de 11% para as mulheres.

A pesquisa também analisou o uso do preservativo nas parcerias casuais fora da relação estável. O uso nessa situação é baixo, 63% não adotaram preservativo em todas as vezes que fizeram sexo com parceiro eventual. Entre os homens, o índice é de 57% e entre as mulheres 75%.

Para entender um pouco mais dessas questões, o Menu Mulher foi até o CISS, Centro Integrado Solidariedade e Saúde de Balneário Camboriú, que presta assistência juntamente com o Hospital Dia e o Serviço de Atendimento Especializado, o SAE.

O psicólogo Evandro Fernandes Alves, 36 anos, afirma que hoje o número de pacientes infectados pelo vírus da Aids está praticamente igual entre homens e mulheres. Os maiores índices estão entre os heterossexuais, seguido de bissexuais e homossexuais e, em terceiro lugar, estão os usuários de drogas injetáveis.

O município apresenta um quadro de pontos críticos, sendo eles:

# alta sazonalidade da população, justamente por ser uma cidade turística;

# o número de profissionais do sexo aumenta durante a temporada;

# a feminização da epidemia;

# grande número de usuários de drogas;

# gestantes que realizaram teste rápido somente na maternidade;

# baixo número de população vulnerável realizando testagem.

Vale ressaltar que as doenças sexualmente transmissíveis e o vírus da Aids não têm perfil definido, nem hora ou local para o contágio. A prevenção é a única forma de evitar essas contaminações e você é a única pessoa capaz de evitar isto, sempre fazendo o uso do preservativo. Confie exclusivamente em você, a sua saúde não tem preço.

Leia também:

Quadro de DST

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“O QUE PROMOVE O USO DO PRESERVATIVO

Preservativo– O Departamento de DST e Aids – responsável pelo estudo – criou um modelo estatístico para analisar as informações da pesquisa e identificou quais são os principais fatores que impactam a adoção do preservativo. Gênero, acesso gratuito à camisinha e quantidade de parcerias casuais são as características mais importantes:

# Homens têm 40% mais chance de usar camisinha que as mulheres;

# Quanto mais jovem, maior a probabilidade de uso de preservativo (a cada ano, diminui 1% a chance de o indivíduo usar preservativo);

# Quem teve mais de cinco parceiros casuais nos últimos 12 meses tem quase duas vezes mais chance de usar que os que não tiveram;

# Quem já pegou preservativo de graça tem duas vezes mais chance de usar que aqueles que nunca pegaram.

A divisão por sexo mostra que alguns fatores têm impacto diferenciado sobre homens e mulheres. Entre eles, os “solteiros” têm quase quatro vezes mais chance de usar a camisinha que os com relações estáveis; os que já pegaram preservativo de graça têm 80% mais chance de usar que os que nunca pegaram. Entre as mulheres, as “solteiras” têm mais que o dobro de chance de usar que as “casadas”. As que já pegaram preservativo de graça têm mais que o dobro de chance de fazer sexo seguro que as que nunca pegaram”.

*Fonte: Ministério da Saúde

* Confira na íntegra pesquisa realizada

Confira as dicas do Menu Mulher para esse inverno

Por Daiane Basso

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Não tem como negar, a preocupação com a beleza não tem data e nem local, e o inverno acaba trazendo um estilo mais elegante. Entre botas, lenços e a grande quantidade de roupas para se manter aquecida, as mulheres têm outras preocupações que vão além do vestuário: os cabelos, a pele e as maquiagens entram em cena.

O atendente do Boticário do Shopping Atlântico de Balneário Camboriú, Gabriel Basso, 21 anos, dá algumas dicas para você arrasar: “A aposta da estação são os olhos bem marcados, delineados e esfumados. O batom vermelho também é a cara do inverno”. Como opção para um visual mais intenso, pode-se usar tons em bronze, lilás e rosa; já para um visual mais suave, recomendam-se os marrons e camurças. Para quebrar um pouco as cores expressivas nas bochechas, o rosado ou os tons de pêssego transmitem uma naturalidade. Iluminadores como brilhos labiais e batons com cores vivas, dão um toque final para um look moderno e sedutor.

Já para os cabelos, segundo a profissional Clara Veiga, a grande tendência da moda é o natural na cor e na textura. A chapinha saiu totalmente da moda e os crespos estão em alta nessa estação. Com relação às cores, o ideal é apostar nos tons de caramelo, dourado e canela, porém a cabeleireira ressalta que “deve-se usar o chamado jogo de cores, misturar em mechas e jamais utilizar somente uma tonalidade”. E se você quer saber qual corte fica melhor, é importante deixar claro que cada pessoa tem um estilo, porém os cortes desfiados e nada parelhos servem de opção tanto para cabelos longos quanto para os curtos.

Essas são as dicas do Blog Menu Mulher para realçar a sua beleza, mas é bom lembrar que em primeiro lugar vem a sua opinião sobre o que fica melhor para você. Assim, quando você definir o que se encaixa com o seu perfil, vale aderir ao novo visual e arrasar nesse friozinho com muito estilo e glamour.

Visite também:

> O Boticário

> Canal de Vídeos O Boticário no Youtube

Por Talita Rodrigues

DSC03666Retardar o envelhecimento, combater a obesidade e aliviar o estresse. Estas são algumas das muitas promessas feitas pela Medicina Ortomolecular, uma prática medicinal ainda muito jovem, mas já muito polêmica.

A Medicina Ortomolecular propõe cuidar do equilíbrio das células através da reposição ou eliminação de substancias. Segundo o especialista em medicina ortomolecular Edson Maffezzolli o tratamento é feito a partir de três etapas: a primeira é identificar o desequilíbrio, a segunda é desintoxicar o organismo do paciente com a mudança de hábitos e a terceira etapa é a reposição ou eliminação das substancias necessárias para o equilíbrio da célula.

Quanto à eficácia do tratamento em tantos casos, Maffezzolli ressalta que, como a

Dr. Edson Mafezolli

Edson Mafezolli

maioria das doenças são causadas por algum desequilíbrio na célula, a medicina ortomolecular pode realmente servir para curar muitos males. Porém, há muitas controvérsias. O endocrinologista Edmundo Rainoldo afirma que a terapia não é capaz de cumprir nem metade das promessas de cura e a classifica com “balela”.

Apesar de a prática ser reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1998, através da resolução nº 1500/1998, as críticas em torno do assunto nunca pararam. O médico Roberto DÁvila, que acredita na medicina ortomolecular, diz que toda ciência precisa de discussões e críticas para se consolidar e, para ele, sobreviver à tantos relatos desfavoráveis é o que dará credibilidade à prática ortomolecular.

Ouça aqui um trecho da entrevista com o  médico  Edson Maffezzolli.Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Entrevista com a empresária Renata Morais da Silva que fez o tratamento ortomolecular
 – Por que procurou o tratamento?Tratamento de enxaqueca

-Quanto tempo durou o tratamento?

1 ano

– Houve algum fator negativo?

O tratamento assusta na parte financeira pois são muitos remédios ( naturais ) manipulados, sessões de aplicação de soro ( média de R$ 100,00 ) e aplicação de ampolas. Além da parte financeira o paciente deve carregar os remédios para lá e pra cá durante o dia pois tem os horários para tomar.

-O tratamento foi satisfatório? Porque?

No geral foi bem satisfatório, os resultados foram bons, não melhorei 100% pois enxaqueca é difícil saber exatamente a causa, mas passei por vários exames e alguns comprovaram que não era nada sério, mas sim algo relacionado com alimentação e ritmo de vida. Acretido que a idéia do tratamento ortomolecular é a prevenção de doenças na idade avançada, o médico te expõe as mudanças e necessidades dos dias de hoje, como isso refletirá no futuro na vida das pessoas. Para mim foi mais um aprendizado de como levar minha vida no dia a dia, buscando cada vez mais a qualidade!